Excerto de (sobre o início dos Delfins) biografia constante no site da banda:
"Em Cascais, no ano de 1981, os adolescentes Fernando Cunha, João Carlos e Silvestre, começam a ensaiar juntos, perseguindo o sonho de formarem um grupo musical. Numa garagem mínima instalam os seus instrumentos de quarta categoria e aprendem a tocar alto. Eram movidos pelo que os movimentos punk e new wave lhes tinham ensinado: não era preciso saber tocar muito bem ou ter instrumentos muito caros para que se fizessem ouvir. Bastava a atitude.
Em 1982, ouvindo aquele barulho, Miguel Angelo passa nas redondezas e conhece os outros três (na realidade era irmão de João Carlos, que fartava-se de o ouvir lá em casa, no quarto, a inventar canções). Canta o "Amor" dos Heróis do Mar como prova geral de acesso e, como candidato único, transforma-se no cantor da banda, ainda sem nome. Começam a criar temas originais em português, ainda longe do pop que os caracterizaria mais tarde. Cruzam as guitarras eléctricas com alguma música popular e obtêm um resultado híbrido, não muito longe do que faziam os Skids ou depois os Big Country, na altura. Autodenominam-se, imaginem, Fanfarra! Entra mais um guitarrista, Carlos Rouco, que sai no mesmo ano.
Em 1983 chega um baterista, Pedro Molkov, que substitui caixa de ritmos até aí usada nos ensaios. Isso é condição para que se comecem a preparar espectáculos ao vivo. É no final deste ano que dão o seu primeiro espectáculo, no casamento da irmã do Fernando Cunha, em Cascais, junto ao mar do Guincho. É nesse ano que Fernando Cunha que convida o Pedro Ayres Magalhães (dos Heróis do Mar), grande amigo do seu irmão mais velho Antonio, a vir a Cascais ouvir pela pela primeira vez o grupo, ao que terá dito: "Volto daqui a seis meses. Trabalhem rapazes!". Fazem, em Tires, o seu primeiro Réveillon, depois de tocarem em bares como o Casablanca, em Cascais, onde tentam impingir ao público os seus originais.em vez das covers dos anos 60 ou de música brasileira a que ele estava habituado.
1984 (o início dos DELFINS)
O Pedro Ayres volta e gosta especialmente de dois ou três temas mais pop que o grupo acabara de criar. Um deles chama-se "Letras" e é autobiográfico e original, outro é uma versão de "O Vento Mudou", tema defendido por Portugal, na Eurovisão de 67, pelo "grande" Eduardo Nascimento. O Pedro era um dos activistas de uma editora independente, a Fundação Atlântica, e oferece-se para produzir o grupo. Nesse princípio de ano muita coisa se passa: Ensaios, gravações, fotografias… mas o nome só vem no fim. António Cunha, irmão de Fernando, proposto empresário do grupo, baptiza o grupo de "DELFINS", num intervalo das misturas do 1º single. Toda a gente se ri e pensa que se trata de uma brincadeira… Em Agosto (tinha de ser no Verão!), sai o primeiro single e maxi-single do grupo: no single, o lado A é o "Letras"; no maxi, é "O Vento Mudou" (com um solo de guitarrra inesquecível de Tó Pinheiro da Silva), que se torna no maior êxito radiofónico do Verão, muito antes das play-lists existirem… Em Dezembro animam o Rock Rendez Vous, numa passagem de ano histórica para alguns elementos da banda, mas isso não se pode aqui contar
1985
Em 85 é que foram elas! A decisão azougada de ir ao festival da Canção! Naquele tempo o Festival tinha toda a gente a vê-lo (ainda antes da Sic), e foi uma oportunidade única para aparecerem. Último lugar, do que é que estavam à espera?! A simplicidade pop de "A Casa da Praia", que seria o segundo e último single para a Fundação Atlântica, estava anos luz à frente do que se fazia naquele Festival. Ou seja, ninguém percebeu, nem uns, nem outros. O que provocou a travessia do deserto a que todas as bandas deveriam ser obrigadas, para crescerem harmoniosamente… O baixista João Carlos vai para o Serviço Militar Obrigatório e sai do grupo. As coisas começam a reformular-se."
A biografia continua, revelando que os Delfins terão em 1986 o ano-chave, já fora do espectro do
boom, portanto.
A banda ainda hoje se encontra no activo, comemorando 40 anos de aniversário, pese embora seja um regresso depois de uma dissolução com concerto final em Cascais, a 31 de dezembro de 2009.
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Tem três discos presentes no museu.